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aguadouro

Pampilhosa da Serra - Roteiro dum "futrica"

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Pampilhosa da Serra - Roteiro dum "futrica"

04.Nov.20

TRIBUTO A PONTE QUE RUIU

Júlio Cortez Fernandes

Tomei conhecimento por acaso, confesso fiquei triste. E verdade a ponte da foz da  Ribeira de Moninho,devido a idade e abandono,ruiu, as centenárias pedras do airoso arco, tombaram nas aguas, com a invernia serão arrastadas para longe,

Esta ponte fazia parte do imaginário da nossa infância, quantas vezes por ali passei a caminho da Boguela, horta dos avós paternos e morada estival do avô João Carloto.

Junto a ponte ainda lembro a roda de tirar agua da ribeira tocada a pé nú pela Ti Maria Leonor, viúva do Ti Zé Martins carteiro, possuiam uma fazenda no sitio.

Pensava a ponte seria eterna, puro engano,construida pela Câmara Municipal em 1895,durou 125 anos.Sem dúvida será reconstruida, faz falta para acesso a algumas propriedades, agrícolas e também porque é  caminho pedonal para aldeia dos Covões.

Tudo acaba, faço votos este tempo de pandemia,e alarme sanitário,não venha acelerar ainda mais a desertificação humana das terras da Pampilhosa.

Quem sabe a ruina da Ponte de Moninho, sirva para reflectir  corrigindo o que deve ser.   Oxalá não suceda o mesmo  "ponte gémea" do sitio de entre as aguas, sobre a Ribeira de Praçais na estrada que da Pampilhosa segue para Sobral Valado e Pescansecos .

A Ponte da Ribeira de Moninho,foi muito útil as gentes da Vila de Pampilhosa da Serra,  por ali era  estrada de acesso, antes da abertura da EN 112; beneficiou também as aldeias de Sobral de Baixo e  de Cima , e Covões e desaparecido Casal de Vale Covo ; cumprindo  função esperada.

Merece pelo menos da minha parte este pequeno " tributo " . Foto, vestigios da Quinta dos Silvas , em Vale Covo, cujo acesso carreteiro se fazia pela ponte ruída

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