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Pampilhosa da Serra - Roteiro dum "futrica"

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Pampilhosa da Serra - Roteiro dum "futrica"

01.Set.21

POMPEU ALEXANDRE NEVES - POLITICO SINGULAR:

Júlio Cortez Fernandes

No corrente ano, passa  80º aniversário do falecimento, do mais profícuo e realizador presidente da camara municipal do concelho de Pampilhosa da Serra de todos os tempos.

Pompeu Alexandre Neves, natural da freguesia e concelho de Pampilhosa, nasceu 12 de Fevereiro de 1875, no seio de conceituada família da  época " os Alexandres ", na gíria popular; posuiam casa na praça principal do burgo. Seu pai segundo parece, seria um dos feitores, da opulenta família Mello. ao tempo  abastados, proprietários da  terra.

Não estranhamos facto dos padrinhos, terem sido os donatários dos domínios daquela família, Dona Emília Carolina de Sousa Tudela e Nápoles, e o marido, António Maria Mello e Nápoles.Talvez nome pouco comum que recebeu  no baptismo: Pompeu tivesse sido escolha daqueles.

A protecção dos padrinhos, a  inteligência, e qualidades de trabalho, permitiram mais tarde o nosso patrício, alcandroar-se a lugar de importante comerciante e industrial do ramo de ferragens e ferramentas e artigos afins, na praça de Lisboa.

Republicano, aderiu a situação originada pelo regime Salazarista,sendo  influente e interessado na causa regionalista,  dirigente da Casa da Comarca de Arganil,não causou estranheza convite para presidir a Camara e Concelho de Pampilhosa da Serra,sendo presidente da Camara e Administrador do Concelho.

Tomou posse dos cargos em Novembro de 1935, e a partir dessa data, o dinamismo da sua acção seria notável.

Começou por mandar caiar as casa da Vila , pois considerava que o xisto a vista contribuiria para o aspecto triste e pobre que a povoação exibia.

Abastecimento de agua as povoações,e nomeadamente a sede do concelho,era insalubre provocando frequentes surtos de tifo. Mandou limpar  minas e poços em todo concelho, substituindo as canalizações deterioradas. Na  Vila estas medidas foram tão eficazes, nunca  mais tifo se manifestou.

Seria de sua iniciativa grande reparação do fontanário da Praça Barão Louredo, que ameaçava ruína.

Os muros do cemitério publico, estavam no chão sendo frequente animais bravios vaguearem pelo campo santo.Tudo foi reparado e caiado.

O largo da Feira seria nivelado, e executado o varandim para a ribeira.Aliás foi proposta sua passagem de mercado mensal, para bimensal  na segunda e ultima Quinta - Feira, tal qual ainda hoje acontece,

Promoveu  reparação da rua de Santo António e respectivos muros;seria deliberação da camara o derrube das fragas que existiam no final daquela rua, e  construir largo onde actualmente está o cruzeiro comemorativo da restauração da Independência Nacional, Igualmente foram " messadas " as rochas do caminho da Capela de Santo António dando lugar a eira do mesmo nome,

Mandou executar a ligação da estrada Pampilhosa Vidual,a povoção de Sobral Valado.

Incompatibilizado com secretário da Camara monárquico ferrenho, Pompeu Neves , demitiu-se em Maio de 1936.

Deixou obra e tão vincada passagem, ainda há pouco o povo falava com admiração do " Pompeu ".

Faleceu na cidade de Lisboa aos 68 anos, no dia 25 Maio 1941, restos mortais depositados em jazigo de família, no cemitério dos Prazeres.

Caso para perguntar de em vez de seis meses, tivesse permanecido nos cargos seis anos?! Exemplo a seguir pelos autarcas de todos os quadrantes políticos. Um Pampilhosense amava a terra onde nasceu  tudo fazendo  para a engrandecer.

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