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aguadouro

Pampilhosa da Serra - Roteiro dum "futrica"

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Pampilhosa da Serra - Roteiro dum "futrica"

01.Mar.21

HISTÓRIA DO TEMPO DA RESINAGEM

Júlio Cortez Fernandes

Desde começo década de 1930, começou no concelho de Pampilhosa da Serra, aquilo podemos chamar período áureo da industria da resinagem,actividade deu trabalho a muita gente,exigia esforço e canseiras,de tal modo hoje poucos imaginam.

A tarefa de recolher a gema,vertida das feridas do tonco do pinheiro, para  púcaro de barro,fabricado numa ceramica sediada em Coja, concelho de Arganil, das mais árduas; resina transportada em " ferradas " para barris colocados, nos sitio proximos dos caminhos,onde chegavam, carros de bois que transportavam para  fábrica destilação e fabrico dos produtos sucedâneos: agua-raz, e pez louro.

Recordo, na Vila de Pampilhosa,ainda conheci, " carreiros" donos carros boeiros,  executavam esse trabalho, Ti Luis casado com a nossa Tia Maria , moravam perto da Capela da Misericórdia. Ti Manel, Antão, Ti Adelino Carloto, porventura outros havia, já esqueci.

Mais tarde por volta 1945, depois da segunda guerra mundial,  transporte da resina para as fábricas, passou ser, assegurado por potentes camiões.

Numa viagem transportando, barris o condutor do camião, e seu ajudante, vindos da banda da aldeia de Sobral Valado, na freguesia da Vila, foram surpreendidos, no sitio denominado  serra das Estremanças, nesse tempo, coberta denso pinhal, com pedido de boleia de um viajante , funcionário publico, na Pampilhosa, que regressava de serviço fora realizar aquela aldeia.

O individuo todo aperaltado de fato e pasta na mão, cansado, porque dali a vila seriam uns 3 quilómetros, desejava muito  boleia,porque sentia cansaço da jornada.

Camião parou, ajudante do motorista, fez gesto sair, e passar a caixa de carga, para cima dos barris. Nada disso, o chaufer, voz firme ordenou" tu ficas aqui, quem pede boleia vai para cima da carga". O pobre homem contristado, teve resignar-se ao incomodo de sentar-se  sobre os barris,

A viagem continuou, finalmente  camião parou na vila, o homem desceu,  quando já estava, apeado, teria exclamado. " o que havia de suceder a um homem civilizado, em pleno século XX, no meio de uma floresta, virgem , encontrar dois selvagens , como estes"  Antes de retomar marcha para entregar a carga na fábrica,  motorista retorquiu " Ah, sim?.para próxima , vens a pé que te lixas ".

Sei o nome de todos,não vale a pena mencionar, já todos partiram para onde não há boleias. No entanto, facto veridico? lá isso foi . O camião seria igual a este.

camião de resina.JPG