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Pampilhosa da Serra - Roteiro dum "futrica"

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Pampilhosa da Serra - Roteiro dum "futrica"

27.Abr.22

CAMINHO DOS COVÕES III

Júlio Cortez Fernandes

A ribeira da Pampilhosa, ou também rio Unhais, é afluente do rio Zêzere,atravessa a Vila de Pampilhosa da Serra,indo desaguar abaixo da aldeia dos Padrões pertencente a antiga freguesia de Portela do Fojo, tudo isto no território do concelho Pampilhosense.

Ao longo da margem esquerda do curso de agua,espichado encostas fora espreguiçava-se caminho poeirento,agora quase oculto por estevas e mato; já falei dele neste "cantinho", na ultima vez, percorrendo a vereda, quedei-me, no sitio onde outrora,situava aldeia da Foz  do Sobral, também conhecida por Rio.

Passado este local, o caminho,empinava-se lomba acima até alcançar a "selada" onde na actualidade, passa a estrada alcatroada que permite chegar aos Covões, com toda a comodidade.

Na entrada da aldeia,amplo largo com seu fontanário; o casario estende-se a partir daqui em direcção a Ribeira de Unhais.

Neste local,fui protagonista de episódio,passado mais de seis anos, ainda recordo como fora hoje.

Numa manhã primaveril,por volta das onze horas, na companhia de minha mulher, estacionamos automóvel.Feito silencio,nem viva alma, de repente,na varanda de uma casa que o sol radioso iluminava,surge uma mulher aconchegada com seu robe caseiro, e aparentando alguma idade.

Iniciamos caminho com intenção de ir visitar  ponte galgavel construida havia pouco,  e de que ouvira falar.

Ao passar perto da casa demos a salvação " bom dia". Simpática nossa observadora respondeu e de xofre perguntou : " Você não é  filho da Maria ? ". Confesso minha mulher e eu ficamos surpreendidos.Passada estranheza da pergunta.Respondi, de facto a minha saudosa mãe, fora baptizada com tal nome,dependia,há muitas Marias na terra, como se costuma dizer.Não desarmou, e adoçou a pergunta " o senhor é neto do Ti Augusto Hilário, e da Ti Emília de Vale Covo".

Claro,confirmei a hipótese, " Sou sim senhor".

Foi inicio de uma longa conversa a mulher fora companheira de brincadeiras de minha mãe, e frequentava a nossa casa de Vale Covo, relativamente perto, dos Covões. Ficamos a saber a mulher vivera muitos anos na Amadora, arredores de Lisboa e voltara  aos Covões, para gozar a reforma.

Ainda houve tempo para nos informar podíamos,ir de carro até a tal ponte, o caminho era adequado. Assim fizemos, despedimos, quando voltamos, não houve ensejo de falarmos de novo.

Relatei este encontro, a nossa saudosa mãe que informou  conhecia bem tal pessoa  até disse nome, sinceramente esqueci.

Entretanto minha mãe faleceu; assim não será possível deixar aqui o nome a nossa interlocutora. 

Ouvi dizer mais tarde a mulher regressara a Amadora. Voltamos a aldeia depois do grande incendio de 2017; verificamos a casa estava desabitada. Numa parede de uma das moradias dos Covões,estava esta deliciosa " lápide", testemunha da nossa passagem por ali.

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