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aguadouro

Pampilhosa da Serra - Roteiro dum "futrica"

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Pampilhosa da Serra - Roteiro dum "futrica"

11.Fev.20

ASSALTO A TESOURARIA DA CÂMARA

Júlio Cortez Fernandes

 

No Outono de 1932, inicio de Novembro,um acontecimento sacudiu pacato quotidiano do burgo pampilhosense.

A tesouraria da câmara municipal foi assaltada da gaveta foram subtraídas 20 notas ou seja dois contos de reis , conta calada para a época, se pensarmos  o salário de um trabalhador era 8$00 , por dia; 20 notas seria preço de uma junta de bois. Lembro " nota " era designação popular da cédula de 100 escudos.

A tesouraria funcionava onde morava, a tesoureira na companhia dos seus dois filhos  a casa ficava na Praça Barão de Louredo, demolida mais tarde.

Larápios entraram , pela bandeira da porta , abriram a gaveta do dinheiro, saíram abrindo com a própria chave duas portas interiores e fugiram

Apesar de terem sidos pressentidos pelos locatários, os gatunos lograram esconder-se sem serem reconhecidos.

O assunto passou a  tema de todas as conversas, as pessoas estranharam,   aparentemente não tivesse participado a ocorrência as autoridades a fim de proceder as investigações adequadas.

corria pela vila a giza de anedota, uma explicação : em determinada ocasião no prédio onde estava a tesouraria,realizaram -se sessões de espiritismo as quais acorriam numerosas pessoas de todas as classes sociais da terra. O médium falava com espíritos, no final da sessão aparecia o diabo, mas  só as escuras, aterrorizando a assistência.E desaparecia sem deixar rasto.

Dado mistério rodeava o furto, ninguém se mexia para esclarecer, talvez,  o diabo tivesse desaparecido com a "massa ".

Não sei  imbróglio se esclareceu, quem não era da vila, lançava a velha   ferroada  " são coisas só acontecem na Pampilhosa ".

 As vezes há coisas  diabólicas...

Imagem da vila em 1932

1932.jpg