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aguadouro

Pampilhosa da Serra - Roteiro dum "futrica"

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Pampilhosa da Serra - Roteiro dum "futrica"

02.Fev.21

A PONTE DA VILA

Júlio Cortez Fernandes

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Durante séculos, para transpor a ribeira que atravessa a vila, existiram , unicamente pontes de madeira, ou como então diziam, de pau. Passadiços rudimentares, simples pontões,por onde não era possível transitarem animais de carga, ou carros de bois, destinavam-se unicamente a peões.

Dentro da Vila,havia duas, uma no sitio do porta ligava, a estrada das Fontainhas a Rua do Pedregal,através da escadaria conhecida como portal.Ambas artérias,ainda existem. Outra ficava, no sitio de Santo António.

Um pouco acima, encontrava-se a Ponte da Covilhã, assim chamada, porque nela passava o caminho, em direcção aquela localidade, e também para a cidade da Guarda, sede da diocese a que pertenceu durante séculos a paroquia da Pampilhosa.

A ponte de pedra, construida, junto ao adro da igreja matriz, seria edificada , por volta de 1863, obra de um dos governos do Cabralismo.

O filho de Francisco Caetano das Neves e Castro, e Dona Rita Queixada, irmã do prior da paroquia ; com idêntico nome do progenitor, nasceu na Pampilhosa, por ter ficado  órfão de mãe, cresceu no solar dos avôs maternos, em Travanca de Santo Tomé; casou com uma irmã de Costa Cabral, dizem por sua influencia fizeram a ponte .

O pai, voltaria a casar com uma senhora do Fundão e tiverem numerosa prole. Voltando a  ponte, sabemos o material para a construção: tijolo, foi fabricado num forno existiu ,no sitio onde  está a casa pertenceu ao falecido Presidente da Câmara José Augusto Veiga,  querido e saudoso amigo. Por ter tido essa função tal local ficou conhecido como " Relva do Tijolo ".

Arco da ponte é elegante e vistoso, infelizmente, algum tempo, aproveitaram-no para passagem de canalização de agua, ocultando o cimbre . Não duvido da necessidade da agua, mas quem sabe, poderiam , talvez, ter encontrado outra solução.

A imagem é elucidativa, cada um ajuizará por si.