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aguadouro

Pampilhosa da Serra - Roteiro dum "futrica"

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Pampilhosa da Serra - Roteiro dum "futrica"

08.Out.20

A MORTE DO PILOTO AVIADOR

Júlio Cortez Fernandes

Ainda no fulgor da juventude, saudoso Pampilhosense ascendeu a  lugar de destaque na sociedade da vila,ficaram na história e na lenda da população da Pampilhosa,as passagens dos aviões que pilotava,  voando a baixa altitude nos céu da urbe.

Desde muito novo, desejou ser piloto de aviões, numa época de inicio da aviação os feitos de renomados aviadores portugueses,entre outros Gago Coutinho, Sacadura Cabral, e Óscar  Monteiro Torres, acentuaram desejo  do nosso patrício pertencer aos  "cavaleiros do ar ". Seria primeiro piloto aviador, natural da Pampilhosa 

Seu nome António Henriques Augusto da Cunha, cresceu, no seio de prestigiada e influente família, nascido em 1916, foram seus progenitores Jaime Henriques da Cunha, chefe da secretaria municipal, e Dª Palmira da Conceição e Cunha, senhora ainda conheci ,irmão de José Henriques da Cunha, seria Presidente do Município,  do Padre Jaime Cunha, entre outros.

Quando atingiu idade de ingressar , entrou na condição de voluntário na escola de pilotos situada na Granja do Marquês em Sintra. Rapidamente obteve , com boa classificação "brevet" de piloto,  sendo promovido a Furriel Piloto aviador.

Voluntariamente participou na guerra civil de Espanha, fazendo parte do grupo de militares portugueses ao serviço da causa nacionalista do General Franco.Teve acção meritória , por isso, condecorado por acção em combate, e promovido a Alferes piloto, a patente   não seria reconhecida quando voltou a Portugal.

Colocado na base aérea da Ota, graduado como 2º Sargento-aviador.Infelizmente adoeceu, sendo diagnosticada, grave doença.

Regressou a Pampilhosa onde desejava morrer; assim sucedeu as três obras e trinta minutos do dia 16 de Agosto de 1940.

Quando se tornou publico seu estado de agonia, os festejos do 15 de Agosto, foram interrompidos, por sugestão de Dionísio Mendes, presidente da comissão de festas, e grande amigo de António Cunha.

O funeral realizado , no dia 17 pelas 9 , horas da manhã, constituiu impressionante e sincera, manifestação de pesar; nele se incorporaram a irmandade do Santíssimo, a qual pertencia o nosso avô materno, a Filarmónica, o terço da Legião Portuguesa da Vila,onde militava, Jaime Henriques Cunha,  a coluna da Guarda Fiscal, estacionada em serviço na Vila,em missão de vigilância a candonga do volfrâmio que surgira com eclodir da segunda guerra mundial; todo funcionalismo publico da terra, além de massa enorme de povo vindo de todo o concelho.

Não sei alguma esquadrilha de aviões sobrevoou a vila durante o acto, certo naquele dia,a Pampilhosa pranteou a morte do seu brilhante piloto aviador, infelizmente só durante 6 anos, exerceu aquilo sempre desejou : Voar.