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aguadouro

Pampilhosa da Serra - Roteiro dum "futrica"

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Pampilhosa da Serra - Roteiro dum "futrica"

29.Out.20

UMA FIGURA POPULAR DA VILA

Júlio Cortez Fernandes

Na historia da vila de Pampilhosa da Serra,encontramos, muitos naturais pela sua actividade profissional, ou capacidade de intervenção social, passaram universo histórico e memória das gentes do burgo, em alguns casos do concelho.

Vou lembrar hoje pessoa, durante a décadas 1920 e 1930, seria personagem conhecida e estimada:

O Ti Zé da Fonte,nome próprio José Maria, nasceu na Pampilhosa a nove de Fevereiro de 1868.Teve como maioria dos patrícios infância difícil.Filho de mãe solteira, passou  ser conhecido pelo apelido,derivado da fonte do bairro da Aldeia Velha, perto da qual fica a casa onde cresceu.
Para singrar na vida, iria abraçar profissão  de pedreiro, caiador, passando a exercer o mister da construção civil em todas as vertentes.

Com a obrigatoriedade de caiar, e alindar as escuras casa de xisto da vila, tomada pela câmara municipal, no inicio dos anos trinta , do século  passado,  Ti Zé da Fonte, teve trabalho garantido durante dilatado tempo, sendo profissional cuidadoso e competente , passou gozar de geral simpatia.

Aos 70 anos ainda era preferido para  trabalhos da sua arte, precisamente, durante a actividade laboral ,fez pequeno golpe num dedo, devido a tétano provocou-lhe a morte no curto espaço de cinco dias,infausto acontecimento,ocorreu a 10 Outubro.

  O inesperado causou consternação geral, filho, José Maria da Fonte Júnior, funcionário dos correios em Lisboa, havia estado havia pouco tempo na Pampilhosa, em visita a seu pai, recebeu noticia de chofre tendo ficado muito abalado , mesmo assim voltou a terra para assistir as exéquias.

O funeral, causou admiração geral; povo ocorreu em grande numero, além da Filarmónica compareceram, filiados na Legião Portuguesa da Vila, devidamente uniformizados,porque Fonte Júnior era oficial daquela organização do Estado Novo, por isso, também  funcionalismo publico marcou presença no acontecimento.

  • Pelo aparato, a efeméride seria motivo das conversas durante algum tempo. Ti Zé da Fonte seria recordado , como bom vizinho, e trabalhador aplicado e competente, que até ao fim da vida exerceu  profissão a contento de todos.

 

 

08.Out.20

A MORTE DO PILOTO AVIADOR

Júlio Cortez Fernandes

Ainda no fulgor da juventude, saudoso Pampilhosense ascendeu a  lugar de destaque na sociedade da vila,ficaram na história e na lenda da população da Pampilhosa,as passagens dos aviões que pilotava,  voando a baixa altitude nos céu da urbe.

Desde muito novo, desejou ser piloto de aviões, numa época de inicio da aviação os feitos de renomados aviadores portugueses,entre outros Gago Coutinho, Sacadura Cabral, e Óscar  Monteiro Torres, acentuaram desejo  do nosso patrício pertencer aos  "cavaleiros do ar ". Seria primeiro piloto aviador, natural da Pampilhosa 

Seu nome António Henriques Augusto da Cunha, cresceu, no seio de prestigiada e influente família, nascido em 1916, foram seus progenitores Jaime Henriques da Cunha, chefe da secretaria municipal, e Dª Palmira da Conceição e Cunha, senhora ainda conheci ,irmão de José Henriques da Cunha, seria Presidente do Município,  do Padre Jaime Cunha, entre outros.

Quando atingiu idade de ingressar , entrou na condição de voluntário na escola de pilotos situada na Granja do Marquês em Sintra. Rapidamente obteve , com boa classificação "brevet" de piloto,  sendo promovido a Furriel Piloto aviador.

Voluntariamente participou na guerra civil de Espanha, fazendo parte do grupo de militares portugueses ao serviço da causa nacionalista do General Franco.Teve acção meritória , por isso, condecorado por acção em combate, e promovido a Alferes piloto, a patente   não seria reconhecida quando voltou a Portugal.

Colocado na base aérea da Ota, graduado como 2º Sargento-aviador.Infelizmente adoeceu, sendo diagnosticada, grave doença.

Regressou a Pampilhosa onde desejava morrer; assim sucedeu as três obras e trinta minutos do dia 16 de Agosto de 1940.

Quando se tornou publico seu estado de agonia, os festejos do 15 de Agosto, foram interrompidos, por sugestão de Dionísio Mendes, presidente da comissão de festas, e grande amigo de António Cunha.

O funeral realizado , no dia 17 pelas 9 , horas da manhã, constituiu impressionante e sincera, manifestação de pesar; nele se incorporaram a irmandade do Santíssimo, a qual pertencia o nosso avô materno, a Filarmónica, o terço da Legião Portuguesa da Vila,onde militava, Jaime Henriques Cunha,  a coluna da Guarda Fiscal, estacionada em serviço na Vila,em missão de vigilância a candonga do volfrâmio que surgira com eclodir da segunda guerra mundial; todo funcionalismo publico da terra, além de massa enorme de povo vindo de todo o concelho.

Não sei alguma esquadrilha de aviões sobrevoou a vila durante o acto, certo naquele dia,a Pampilhosa pranteou a morte do seu brilhante piloto aviador, infelizmente só durante 6 anos, exerceu aquilo sempre desejou : Voar.