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aguadouro

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20.Mai.19

HORTAS DA VILA - " PRAIA DA CADELA "

 Arrabalde da Vila de Pampilhosa da Serra , no antigo caminho na direcção da aldeia da Póvoa, rodeando a quinta de São Silvestre ,  seguindo a " levada " que aduzia água da Ribeira da Póvoa, para regar aquela quinta, havia  sitio denominado , " Praia da Cadela" onde os habitantes do burgo se deslocavam para recolher lenha e pinhas destinadas as " fogueiras " domésticas, A grosso modo a " praia " situava-se na encosta seguinte onde fica  estádio Municipal da Pampilhosa.

O nome de Praia da Cadela , teve origem no facto de durante muitos anos, no final do Século XIX, alguma ou algumas " mulheres da vida " exerciam ali ,principalmente, nos dias de feira, a profissão mais antiga do mundo. 

Convém referir  nesta época a feira  realizava -se, mensalmente , durante dois dias seguidos,instalada na " Foz da Moira "  terreno onde hoje está " antiga resineira " e o  lar de cuidados continuados da Misericórdia.

Indaguei há muito tempo se seriam mulheres residentes na Vila . Obtive como resposta, " olha não sei se eram das nossas ou não " Assim a praia  seria frequentada por gente não sei donde; nem interessa...

A imagem mostra a lomba da " praia " ,  onde aparece bem vincada  estrada carreteira do alto da quinta das garrazelhas

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12.Mai.19

PERCURSO FORA DAS "ROTAS" - CAMINHO DA VILA AOS COVÕES II

No apontamento anterior , " descansamos  nas alminhas de Vale Covo sitio emblemático da Freguesia de Pampilhosa da Serra; retomamos  caminho, direcção a sudoeste, a meio da encosta, agora em Maio apesar do incêndio , coberta de estevas floridas. Do carreiro avistamos a outra margem da Ribeira, com empinada lomba,onde outrora ,brinquei em denso pinhal, de árvores de grande porte , o pinhal da Ribeira , o mais produtivo destas paragens,  pouco adiante , ficavam os castanheiros do Ti Manolito, hoje  desaparecidos, e o grande olival da Covanca pertença de várias pessoas da Vila,  agora , coberto de mato ,  aonde resistem tristes e decrépitas oliveiras.

 A ladeira por onde segue o caminho ,acolheu antigamente  vinhedo extenso, as " vinhas da quinta " assim conhecidas por pertencerem a quinta dos Silvas, proprietários da " foz de Vale Covo ". A vinha cobria os cabeços até ao Sobral de Baixo,  ainda lembro de observar entre os pinheiros algumas videiras, O pinhal que abafou as vides, tinha grande importância económica, chegou  contarem-se ali 20.000 sangrias, muito rendimento sem qualquer trabalho ,justifica  fim da vinha.

Continuando atingimos a barroca do " algar ",  já foi de férteis lameiros de milho.  Seguidamente deparamos  as ruínas da  aldeia onde chegaram a viver meia centena de moradores, denominada Rio ou também  Foz do Sobral

Antes e  durante a segunda guerra mundial, teve morador, personagem lendária, em toda a região, conhecido por Manel Porquieiro , ou Manel do Rio , negociava  compra e venda de suínos, e resina. Negócio deveria muito rentável , até   dispunha de telefone, ligado ao posto da guarda, na vila,  actividade empresarial, prestava-se a  conversas e conjecturas.

Depois da guerra voltou para  América do Norte,  dizia-se que teria emigrado posteriormente para Angola,  lá ficou para sempre.A Foz do Sobral na actualidade resume-se um conjunto  de paredes  chamuscadas no interior das quais despontam silvas e solgaços ;  sitio melancólico, ermo , propício a fantasiosas congeminações.

Na margem da ribeira; ruínas de  moinho junto ao açude ou caneiro. Prosseguimos  lomba fora até alcançarmos  aldeia dos Covões. Fiquemos aqui até ao próximo " escrito ". A foto mostra o caminho  a meio da encosta , tal qual estava  décadas passadas

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