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QUANDO MORREU O POETA QUE CANTOU A NOSSA TERRA

por Júlio Cortez Fernandes, em 01.02.18

Registam as crónicas,Fevereiro de 1924, decorreu frio e cinzento. No primeiro dia desse longinquo mês sexta feira faleceu com idade 77 anos, na casa  numero 173, Rua de Santa Marta, Lisboa, vitima de doença prolongada, o nosso conterrâneo Eduardo Cezar das Neves e Castro.O funeral realizou-se, Domingo seguinte para o cemitério lisboeta dos Prazeres.

Eduardo ,nascera na Vila de Pampilhosa da Serra, a 4 de Setembro de 1846, filho do segundo casamento de Francisco Caetano das Neves e Castro,natural da vila, um dos senhores da "casa branca", e Dona Antónia Joaquina ,  do lugar das Donas , concelho do Fundão.

Eduardo, funcionário publico de carreira ,  iniciou actividade profissional, como escrivão da Câmara Municipal da Pampilhosa , terminando secretário geral do Supremo tribunal Administrativo aduaneiro e Fiscal,no ano de 1916, quando atingiu a idade da reforma.

Durante a vida , participou activamente na política sendo companheiro de João Franco,na fundação do Partido Liberal.

 Na juventude  escreveu poesia tendo publicado  um livro : "ECHOS DO VALLE", em louvor da terra onde nasceu e da  gente que  nela habitava .A edição tem data 1873.

A vida sentimental, teve alguns dissabores,viúvo, viveu com outra senhora,o fretero seria depositado em jazigo emprestado.Mais tarde 1928, o filho Jaime Tudela de Castro, distinto clínico em Lisboa, republicano maçon, amigo de Hermano Neves, natural de Alvares Góis,mandou construir jazigo no Cemitério dos Prazeres, para onde foram trasladados os restos mortais dos seus pais

O jazigo de Jaime Tudela de Castro não ostenta seu nome , sim o do pai , homenageando desta forma  progenitor que muito admirava.Jaime deixou  em testamento o jazigo, a Santa casa da Misericórdia de Lisboa , onde trabalhou com médico pediatra.O documento, referia quem lá deveria ser inumado.Pelo facto de pertencer a Santa Casa o jazigo está bem conservado. Ultimo corpo  depositado, conforme estipulado pelo testador, a tia, Rosalina de Sousa Tudela de Lemos e Nápoles, falecida em 1948.

Lembrando Eduardo Cezar Neves e Castro,reproduzimos parte do poema "A minha Terra",  dedicado a nossa querida Pampilhosa.

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 E para quedar  ,aqui fica a capa do livro integrado da minha biblioteca.

 

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publicado às 13:18


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