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aguadouro

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04.Ago.18

PRIMEIRA FEIRA MENSAL APÓS ABERTURA DA ESTRADA VINDA DE COIMBRA

Júlio Cortez Fernandes
 A estrada nacional destinada  ligar a vila de Pampilhosa  a capital do distrito, Coimbra;esteve um século "especada " no sitio conhecido  "catraia do Farropo", a cerca de dez quilómetros de distancia.As peripécias que foram impedindo,  conclusão da via dariam  "romance".Em resumo a paragem no alto da serrania foi "castigo" do regime liberal,contra a pequena povoação onde somente ficou conhecido um adepto do liberalismo. A Pampilhosa qual aldeia do "asterix",albergava (...)
02.Ago.18

ÚLTIMO CASTANHEIRO DA VILA DE PAMPILHOSA DA SERRA

Júlio Cortez Fernandes
Pertenço  geração quase a extinguir-se conheceu as montanhas cercanias da vila Pampilhosa da Serra, cobertas de soutos,na verdade a definhar, mas ainda com espécimes velhinhos produtores de muita castanha,alimento da festa mais genuína do povo serrano na época, "o magusto".Nas deslocações amiúde vou fazendo a minha terra natal,verifico  desaparecimento quase completo dos castanheiros.O ultimo grande "fogo" de Outubro passado,queimou quase todos que restavam.Visitei há (...)
17.Jun.18

PERSONAGENS DA HISTÒRIA DA PAMPILHOSA.... POUCO CONHECIDAS

Júlio Cortez Fernandes
Sendo povoação antiga a Pampilhosa,no decorrer dos séculos,encontramos,figuras de relevo,na sociedade da vila, normalmente gente de fora., para aqui vieram , no exercício de diversas cargos religiosos e administrativos, ou para fugirem da alçada da justiça e das bocas do mundo. No âmbito religioso, conhecemos alguns párocos,  da Igreja de Nossa Senhora do Pranto,cuja acção social e política dava um romance.No inicio, e ate meados do século XIX, personagem (...)
18.Abr.18

SITIO MISTERIOSO E MÀGICO - ARRABALDE DA PAMPILHOSA : VALE DA MAIA

Júlio Cortez Fernandes
Há um dia para tudo, hoje resolveram atribuir efeméride a sítios e património.Recordo a propósito  lugar próximo da vila da Pampilhosa, pouco adiante da quinta da Feteira,onde habitantes da aldeia da Póvoa possuíam fazendas ou hortas, como designamos por estas bandas  pequenas courelas de cultivo de " primores" agrícolas , destinados a consumo próprio: Vale da Maia,assim apelidado o rincão.Lembro  primeira vez lá passei , na beira do caminho poeirento ,vi  cruz de (...)
03.Abr.18

PASCOA TONS DE CLARO ESCURO ; DÉCADA 1950 PAMPILHOSA DA SERRA

Júlio Cortez Fernandes
 Tempo quaresmal  culmina na Pascoa da ressurreição dos crentes católicos passou.Para mim  efeméride marcante destas festividades repousa nos idos da infância.Tal qual  inicio do evangelho,e dos meus sermões infantis , parte notável das minhas travessuras, começarei assim : Naquele tempo, quaresma marcava  quotidiano da vila de Pampilhosa da Serra, a noite o sino grande da torre tocava  chamando  fieis a dedicarem  oração as almas do purgatório , especialmente as mais (...)
14.Mar.18

NA BRUMA DO TEMPO DA INFÂNCIA

Júlio Cortez Fernandes
 Neste tempo invernoso,de ventania com mais soada do que escutava bramindo na ramaria  dos pinhais da Pampilhosa , apeteceu rebuscar  papeis amarelecidos guardados a "monte" no meu arquivo mais desordenado que transito rodoviário em dia de chuva nas vias da grande Lisboa.Ocasionalmente deparo, algum apontamento que aviva a memória, e faz lembrar gente bondosa com quem convivi a longo da já dilatada existência.Encontrei uma referência a pessoa importante na sociedade da minha (...)
01.Fev.18

QUANDO MORREU O POETA QUE CANTOU A NOSSA TERRA

Júlio Cortez Fernandes
Registam as crónicas,Fevereiro de 1924, decorreu frio e cinzento. No primeiro dia desse longinquo mês sexta feira faleceu com idade 77 anos, na casa  numero 173, Rua de Santa Marta, Lisboa, vitima de doença prolongada, o nosso conterrâneo Eduardo Cezar das Neves e Castro.O funeral realizou-se, Domingo seguinte para o cemitério lisboeta dos Prazeres.Eduardo ,nascera na Vila de Pampilhosa da Serra, a 4 de Setembro de 1846, filho do segundo casamento de Francisco Caetano das Neves (...)
13.Jan.18

O FOGO TORNOU VISÍVEIS MUROS APIÁRIOS

Júlio Cortez Fernandes
 Escrevemos algures; transformações verificadas ao longo dos séculos nas montanhas da Cordilheira Central  de Portugal,região natural onde está situado concelho de Pampilhosa da Serra, decorreram em certas ocasiões de forma tão repentina,apagando memorias e factos dos quais ficaram vestígios cujo significado a maioria das pessoas ignora.Para resgatar do esquecimento os saberes e cultura dos nossos ancestrais é indispensável "ler" a paisagem decifrar a toponímia , partilhar (...)
17.Nov.17

ALMINHAS DE VALE CÔVO

Júlio Cortez Fernandes
Passou um mês do dia trágico do grande fogo, implacável e mortífero, jamais as serranias da Pampilhosa da Serra, foram sujeitas a tamanha "fornalha".Quem não percorreu o território depois da tragédia, não faz ideia da grandeza da devastação. Infelizmente querida amiga de infância pereceu, não quero escrever acerca disso agora.Nesta ocasião vem a lembrança as árvores de fruto, sobretudo as oliveiras ardidas. Quanto trabalho e suor para plantio enxerto de milhares, em chãs, (...)
03.Nov.17

UM MAR DE CHAMAS

Júlio Cortez Fernandes
 No tempo da meninice avó Emília, costumava contar-me uma história segundo a qual o mundo vai  acabar, num mar de chamas. Recordo agora  "lenda"a propósito do terrível incêndio de Outubro pasado, catastrófico e mortífero, assolou  concelho de Pampilhosa da Serra.Resolvi de moto próprio percorrer a área ardida,só visto, muito se tem  falado "lume " de Pedrogão Grande Castanheira e Pera e Figueiró dos Vinhos.ressalvando, horrível perda de dezenas de vidas, não se (...)