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SEGUNDA GUERRA MUNDIAL - EPISÓDIO NO CONCELHO DE PAMPILHOSA

por Júlio Cortez Fernandes, em 07.06.17

Barragem de Santa Luzia.bmp

 

Afastado dos grandes centros urbanos de difícil acesso,mesmo assim nesta região ocorreram, factos directamente relacionados com a problemática humanitária inerente ao conflito bélico que dilacerou o mundo, principalmente a Europa de 1939 a 1945 .

No período conflituoso prosseguiam a ritmo "alucinante" as obras para conclusão da barragem de Santa Luzia, tempo urgia, a produção de energia eléctrica destinava-se a abastecer em primeiro lugar as minas de volfrâmio da Panasqueira, possibilitando aumentar até onde fosse possível  extracção do minério utilizado principalmente na industria do armamento, cuja cotação no mercado atingia preços nunca imaginados.

Assim os donos da obra a Companhia Eléctrica das Beiras,lançaram mão das mais inovadoras tecnologias, contrataram no estrangeiro, maquinaria e engenheiros experientes para  rapidamente concluírem a barragem e  iniciar venda de electricidade.

Um dos engenheiros de nacionalidade Francesa encarregue da montagem da conduta de água e turbinas da central eléctrica, pretendeu trazer para junto de si familiar idosa; pediu intervenção dos donos da obra. Em 1941 a Companhia Eléctrica das Beiras (CEB),endereçou ao Presidente do Conselho Prof.Doutor António Oliveira Salazar. exposição " solicitando a intervenção superior de Vxa. junto da Policia de Vigilância e Defesa do Estado,(P.V.D.E ) no sentido de ser autorizado visto de entrada a Madame Fidelman-Zina residente em França, nascida na Roménia em 7 de Fevereiro de 1870. CEB, argumentava com facto da senhora ter 72 anos, não poder dispensar  os cuidados  prestados pelos sobrinhos que se encontram em Portugal. Um deles Alexandre  Lajous, cuja presença indispensável nos trabalhos de Santa Luzia , teria de regressar a França , por dever de familia a não ser seja possivel a entrada em Portugal de sua tia, Não obstante ter nascido em antiga região ocupada pela Rússia, abandonou o seu país como refugiada entrando em França 1923, onde sempre se tem conservado até hoje."

 A petição  remetida por ordem pessoal do Presidente do Conselho ao director da  PVDE, peregrinou por ministérios e repartições, voltando ao gabinete de Salazar. A 21 de Maio 1942 mandou o secretário Dr. Ribeiro da Cunha, responder a CEB, nos seguintes termos:

" venho comunicar que da repartição competente informam não ser possível conceder a autorização  que é solicitada  para a vinda ao nosso País  de Mme. Fidelman-Zina"

Resta esclarecer. a senhora de origem judaica,  quem sabe não foi deportada para um dos tenebrosos locais de tão triste memória?.Fiquemos por aqui.

 

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publicado às 17:08



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