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Pampilhosa da Serra ."Comércios" Desaparecidos

por Júlio Cortez Fernandes, em 27.05.17

Nas pequenas povoações a importância das "vendas" onde podiamos comprar quase tudo, era  maior quando comparada com aglomerados  mais populosos .Na Vila, idos da minha infancia existiu um,  durante dilatado tempo  assumiria relevância no dia a dia vida do "burgo".

 Pensão Central, situada na estrada nacional , baptizada, Rua Rangel de Lima onde actualmente funciona   posto de turismo. Edifício de grandes dimensões para o sítio, construido em 1924,  ocupava todo terreno desde a ponte sobre a ribeira de Unhais ou Pampilhosa, até acesso ao largo José Henriques da Cunha, antigo presidente da Câmara do concelho.

A pensão ocupava o primeiro andar ,no rés do chão ao nível da estrada ficava a sala do restaurante, lado esquerdo da escada de acesso ao piso dos quartos, do lado direito a "venda " onde se vendiam um sem numero de artigos.Normalmente ao balcão pontificava dona Palmira mulher do  Ti Anibal, e certas ocasisões, a filha do casal  Alice, casada com  Zé Cunha, anteriormente referido.

Aníbal Augusto Cortez, primo do meu avô materno Augusto Cortez.Descendia da nossa tia avó Adriana, mãe solteira  por isso, ostracizada pela família, como era costume antigamente.

 Ti Anibal  teria amealhado  apreciável fortuna, garantia de nivel de vida invejável.Deslocava-se as suas "fazendas" montando luzidio macho. Passava na  minha rua, a caminho da  "horta" na barroca chamada Ribeiro da Maúnça.

 Possuía também  propriedade conhecida por  "prazo", situada onde se edificou hotel "vila Pampilhosa"; horta fértil ,regada com agua canalizada em tubo de ferro desde sitio denominado Vale da Grima.O precioso liquido enchia  grande tanque de cimento.A captação da agua deu origem a conflito,  Ti Anibal ganhou porque dispunha de meios financeiros para contratar  bom advogado.

A pensão fechou depois de 25 de Abril de 1974,nos últimos tempos serviu de residência  estudantil,albergando alunos oriundos de todo o concelho que frequentavam a escola preparatória da Pampilhosa.

Durante quase cinquenta anos de funcionamento,milhares de viajantes, e visitantes ilustres da Vila,ficaram hospedados no estabelecimento.

Lembro quando passava na ponte ver as criadas estender roupa no terraço de cobertura  da zona da cozinha ;moças vistosas de uniforme a preceito,  originarias do alto do concelho . Dona Palmira  natural de Praçais na freguesia de Cabril.

Curiosamente há cem anos Maio de 1917, Anibal Cortez ,iniciava a vida comercial, assentando casa de alfaiate na vila,  dizia-se "trabalhava razoavelmente",pelo visto, não se deu mal ,  com agulhas linhas e engenho fez " agasalho" confortável resistente  e protecor contra  carencias quotidianas, guindou-se a personagem importante da sociedade da Pampilhosense, dono e senhor da ´"Pensão". A foto mostra em primeiro plano a "pousada " .

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publicado às 13:32



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