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Pequena povoação de vetusta idade,pela ancestral origem, e falta de fontes de informação,muito do que pretensamente se conhece do burgo e sua história, é lendário e misterioso.Não só as gentes e a terra, igualmente as instituições,são motivo de fantasiosas e imaginativas suposições.

Desde criança , a exemplo dos putos do meu tempo, sempre que ouvíamos tocar a banda filarmónica, "a música", designação que o povo dava e continua a dar a sociedade musical da terra,sentia desejo de saber, quem teria tido a "luminosa " ideia de fundar numa terra desprovida de quase tudo,aquela maravilhosa filarmónica,onde homens habituados a trabalhos rudes e penosos,faziam soar dos instrumentos maravilhosas melodias, enchiam o vale com a sinfonia de composições musicais , cujos nomes conhecíamos de cor : a triste "LÁGRIMA" ou vibrante e nostálgica "SAUDADES DA PAMPILHOSA"  que  provocava furtivas lágrimas nos patrícios ausentes , quando  voltavam cada ano para assistir as festas da vila,o "quinze de Agosto"

Diziam  ser banda muito antiga, afirmavam e afirmam seus dirigentes, teria sido fundada por volta de 1700.Quem teria sido o fundador?, porque desígnio apareceu numa terra longe de tudo tão útil associação?Estas conjecturas surgiam quando caminhávamos a trás da "música" sempre que saia a rua, ou regressava ao "ensaio" nome da sede da "música".

Passadas algumas décadas conheço melhor o pouco que sabemos da história do Grupo Musical de Pampilhosa da Serra.A data inicial de 1700 deve ser lenda ,porquê?

Em Portugal as bandas filarmónicas surgiram a partir meados do século XIX, Eça de Queiroz, no livro "Uma Campanha Alegre", escreveu, Janeiro de 1872 " em algumas terras do reino, as sociedades maçónicas filiais - não tendo trabalho. nem fins mais altos reúnem-se usualmente como bandas de música" . Curiosamente a designação oficial da "música" é Grupo Musical Fraternidade Pampilhosense. Com sabemos os os princípios públicos da maçonaria são Liberdade , Igualdade e FRATERNIDADE.

Um destacado membro de ilustre família da Pampilhosa cedeu graciosamente,cópia de carta que trisavô dirigiu a alguém importante, talvez,da família Costa Cabral.

musics.jpg  Remetente,anuncia na missiva "dar principio nos nossos trabalhos musicais", a data é 1863, o segundo marquês de Tomar, Costa Cabral foi dirigente máximo da maçonaria, ligado a Vila de  Pampilhosa,pelo casamento de sua tia com um  "Neves e Castro",gente rica que habitou a casa grande da terra: "casa branca", No cemitério da vila existe, túmulo com elementos maçónicos onde repousam membros da família "Cabral das  Neves", junção daquelas duas estirpes.

A musica da Pampilhosa, provavelmente iniciativa de maçons, deve ter surgido em 1863, apesar ser voz corrente, seu primeiro mestre ter sido o Padre Tuta do Cabril, não é contraditório com a possibilidade da maçonaria ter tido influencia na fundação da sociedade .  Naquele tempo  padres, bispos, até cardeais pertenceram aquela organização..
Mistério resolvido, se existirem provas da fundação da "música" em 1700,retiro isto tudo, senão como dizem nos casamentos " que se calem para sempre".  

 

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publicado às 11:04



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