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CASAMENTO ELEGANTE NO FIM GUERRA 1939-1945

por Júlio Cortez Fernandes, em 28.09.17

Épocas  de crise são tempo de prosperidade para alguns, apesar da penúria generalizada. Na Pampilhosa da Serra,também se verificaram situações destas.Durante  segunda guerra mundial,  comerciantes negociantes e industriais de resinosos da terra conseguiram bons proventos, fizeram fortuna.Sem falar claro na extracção clandestina  ilegal , e roubos de volfrâmio nas minas, outra fonte de fartos rendimentos , até para  pobres e miseráveis.

Na vila um comerciante prosperou no tempo da guerra,  Aníbal Cortez, proprietário da Pensão Central, único estabelecimento hoteleiro do burgo ,onde se hospedavam viajantes e pessoas importantes que trabalhavam ou se deslocavam as obras da barragem de Santa Luzia , em construção.Chegaram a trabalhar no empreendimento, milhares de operários, tinham direito alimentação na cantina da Companhia Eléctrica das Beiras, dona da obra, responsável do refeitório era José Cortez dos santos, vulgarmente conhecido por Gerundio, fazia as compras na Pampilhosa a diversos comerciantes um deles Ti Aníbal.

O intróito serviu para referir, dia 25 de Novembro de 1944, sexta-feira, acontecimento mundano alvoraçou a Vila serrana,  casamento da filha única de Aníbal e D. Palmira Simão, Alice Simão Cortez ,com José Augusto Henriques da Cunha,mais tarde seria presidente da câmara municipal, falecido em consequência de acidente de viação , próximo de Cambas, na estrada para Castelo Branco.

O celebrante da boda  Paroco da Freguesia Américo Braz da Costa. Durante a cerimónia religiosa,  acompanhamento musical, executado em órgão pelo padre Carlos Borges das Neves,grande amigo do noivo.

Finda a cerimónia organizou-se cortejo direcção a casa dos pais da noiva , no edifício da pensão, não distante da igreja, no trajecto muitas raparigas  com cestos de pétalas  dado pelos pais da noiva, lançaram sobre os noivos verdadeira chuva de flores.

O copo de água, lauto almoço,foi servido a numerosos convidados, cabritos para o repasto ,sei quem forneceu, não digo, sou herdeiro do fornecedor.

Presidiu ao almoço  padre Américo , ladeado  padres António Afonso, pároco de Santo Bartolomeu em Coimbra, Luciano do Cabril, já citado Carlos Borges , professor no seminário Coimbra.Os noivos receberam muitas e valiosas prendas, foram de lua de mel , não sei para onde.No dia seguinte os pais do noivo ofereceram  almoço em sua casa no qual estiveram os novos compadres.

Acontecimento muito falado durante largo tempo , não só pelo aparato mas também pela simpatia que gozavam , noivos e respectivas famílias.

Foram meus amigos , oficio de "historiador" permite recordar, felizes momentos, saudosa e respeitosamente lembrar o evento.Gravura mostra caminho da igreja a casa dos pais da noiva.

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publicado às 18:22



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